O ar condicionado no HRMS deixou mães, recém-nascidos e profissionais de saúde em situação crítica na UTI neonatal e em setores próximos, com relatos de calor próximo a 40°C. Familiares afirmam que a parada do sistema central vem prejudicando procedimentos e limitando contato entre mães e seus bebês prematuros.
Impacto do ar condicionado no HRMS na UTI neonatal
Segundo relatos de um familiar, o problema atinge toda a ala porque o sistema é centralizado. Enfermeiras e acompanhantes têm recorrido a compressas frias e à manutenção rigorosa da higiene para tentar amenizar o desconforto. O calor intenso tem dificultado até mesmo a realização de procedimentos de rotina, como acessos e sessões de fototerapia, de acordo com as equipes que atuam no local.
O pai de uma recém-nascida, de 32 anos, abriu reclamação formal na ouvidoria do hospital. Ele descreveu que a esposa, também internada, e a bebê estão em ambientes sem climatização desde quinta-feira (27). A família alerta para o risco de agravamento do quadro por causa do calor e da dificuldade de manter a assistência nas condições ideais.
Restrição do contato mãe-bebê
O calor também impediu a realização do método canguru, prática importante para prematuros em que o recém-nascido fica em contato pele a pele com a mãe. Segundo o familiar, a impossibilidade de aproximar o bebê nesse momento único aumenta o sofrimento das famílias já fragilizadas pela internação neonatal.
Medidas adotadas pela equipe e relato de profissionais
Enfermeiras relataram que têm feito o possível para reduzir o desconforto: passaram a utilizar compressas de água, mantêm portas abertas para ventilação e reforçam os cuidados de limpeza. Ainda assim, há preocupação com a segurança dos pacientes e com a saúde dos profissionais que trabalham nas alas afetadas, que também têm sentido os efeitos do calor.
De acordo com o relato familiar, procedimentos como fototerapia e acessos venosos ficaram prejudicados por conta da temperatura elevada, o que pode atrasar tratamentos e ampliar a angústia de parentes. A situação tem gerado queixas formais e mobilizado a equipe de gestão do hospital.
Tempo de paralisação e necessidade de peças
O problema foi atribuído a uma peça do sistema de ar condicionado central que apresentou defeito. A ouvidoria informou aos familiares que a substituição já havia sido providenciada, mas que a chegada da peça e a conclusão do reparo dependiam de prazos logísticos. Estima-se que a condição sem climatização perdurou desde a quinta-feira (27), com relatos crescentes de desconforto nas últimas 24 horas.
Resposta institucional sobre o ar condicionado no HRMS
A direção do hospital comunicou oficialmente que o ar condicionado encontra-se em manutenção e que a previsão é de que o reparo seja concluído ainda no sábado (29). Em nota, a administração afirmou que todas as medidas necessárias têm sido adotadas para garantir o bem-estar e a segurança dos pacientes. Não foram informados detalhes técnicos sobre a peça defeituosa ou o fornecedor responsável pelo conserto.
Preocupações das famílias e próximos passos
Familiares relatam estar apreensivos não só pelo desconforto imediato, mas também pelas possíveis implicações clínicas do calor intenso em unidades neonatais. Além do impacto físico, o impedimento do contato mãe-bebê aumenta o sofrimento emocional das mães e de seus parceiros. A reclamação formal na ouvidoria busca documentar o episódio e acelerar a resposta institucional.
Enquanto o conserto não é finalizado, equipes do hospital mantêm ações emergenciais para minimizar riscos e desconfortos. Familiares esperam retorno rápido do sistema de climatização e reforçam a necessidade de transparência sobre os prazos e as medidas adotadas para evitar novos episódios.
Acompanhe atualizações sobre a situação e orientações do hospital à medida que o reparo for concluído e novas informações forem disponibilizadas pela administração da unidade.










