Preso em MS que lavou R$ 116 milhões para o CV disse estar surpreso com polícia em casa

O produtor agropecuário preso durante a Operação Riqueza Sombria em , disse estar surpreso com a polícia em sua casa durante o cumprimento dos mandados. Ele foi preso por policiais da Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos) na manhã de terça-feira (2) com um revólver de calibre .38 Special e 18 munições em casa, no bairro Vilas Boas.

Durante interrogatório na delegacia, o produtor disse ter ficado surpreso com a chegada da equipe policial em seu imóvel. Os policiais foram até a residência para cumprirem um mandado expedido pela 2ª Vara Especializada em Organização criminosa do Rio de Janeiro.

“Fiquei surpreso com a chegada dos policiais. No momento em que os policiais estiveram na minha casa, me falaram que o motivo de estarem ali seria uma investigação do Estado do ”, falou o produtor na especializada.

Produtor alegou que revólver foi um presente

O acusado explicou que já morou em , onde sua família possui uma propriedade rural, mas negou vínculo de empresa na cidade. Ele afirmou que o revólver encontrado em seu guarda-roupa foi um presente recebido há mais de 20 anos, admitindo que não sabe a origem e nunca o registrou.

Aos policiais, o acusado alegou a posse do revólver para sua segurança e que ele era “muito bem guardado”. Entretanto, disse que queria “dar um fim” na arma, pois estava com medo de as filhas mexerem por curiosidade.

Além do produtor, o proprietário de uma oficina mecânica foi preso em Sete Quedas, a 453 quilômetros de Campo Grande. Com ele, foi encontrado um revólver durante o cumprimento dos mandados da Operação Riqueza Sombria.

Operação

Conforme informações, a Polícia Civil carioca investiga a movimentação de R$ 116 milhões em atividades ilícitas. O grupo, especializado em tráfico internacional de drogas da facção do Comando Vermelho, atuava em três cidades de MS. Campo Grande, Sete Quedas e Dourados foram alvo da operação, que conta com policiais do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

A investigação iniciou ainda em 2020. Durante a pandemia, regiões do Rio de Janeiro eram alvo da polícia. Na ocasião, foram apreendidos drogas, rádio comunicadores, comprovantes bancários e uma réplica de arma de fogo.

Os comprovantes bancários revelaram depósitos feitos em agências bancárias. Segundo a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), as agências seriam próximas de áreas denominadas pelo Comando Vermelho.

A movimentação de R$ 116 milhões aconteceu entre 2017 e 2021. Um dos investigados chegou a movimentar R$ 98 mil após receber 54 depósitos em espécie.

Fonte: Midiamax