Onibus sem para brisa foi o destaque em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-158, em Paranaíba, quando agentes fiscalizaram um coletivo com avarias graves e flagraram o condutor dirigindo usando capacete. A ação ocorreu durante a Operação Rodovida: Ano Novo e resultou na apreensão do veículo e na autuação do motorista por diversas irregularidades.
Contexto da abordagem do onibus sem para brisa
No penúltimo dia do ano, equipes da PRF identificaram um ônibus com dano frontal significativo e ausência do para brisa, condição que chamou atenção imediata. Além da falta do vidro dianteiro, os agentes constataram pneus desgastados, tacógrafo inoperante e documentação irregular. Durante a verificação, o condutor foi encontrado usando um capacete para dirigir e apresentou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida.
O motorista relatou aos policiais que havia adquirido o ônibus pela internet, em Jaciara (MT), e que seguia viagem para Barueri (SP). Segundo ele, optou por continuar rodando com o veículo apesar dos danos devido ao custo elevado de remoção por guincho. A justificativa não evitou as autuações aplicadas pela PRF e a apreensão do coletivo.
Irregularidades apuradas no ônibus sem para brisa
Entre as falhas técnicas apontadas durante a fiscalização estavam: danos na parte frontal do ônibus, ausência do para brisa, pneus em condição inadequada para a circulação e tacógrafo fora de funcionamento. O tacógrafo é equipamento obrigatório para registro de velocidade e tempo de condução em veículos de transporte rodoviário de passageiros, e sua inoperância impede o controle adequado de jornada e segurança.
Além disso, o exame toxicológico do condutor apresentou irregularidades e a CNH estava vencida, circunstâncias que agravam o quadro de infrações e expõem riscos a quem trafega pelas rodovias. Conduzir um onibus sem para brisa e sem os dispositivos de segurança adequados compromete a visibilidade, aumenta a chance de ferimentos por objetos externos e eleva o potencial de acidentes em altas velocidades.
Como a PRF procedeu
A equipe policial realizou a apreensão do veículo e lavrou as autuações cabíveis de acordo com as normas de trânsito. O condutor foi autuado e liberado após os procedimentos administrativos. A ação integra a rotina de fiscalizações voltadas ao aumento de segurança nas rodovias durante o período de maior fluxo, especialmente em operações sazonais como a Rodovida de Ano Novo.
Riscos e normas relacionadas a onibus sem para brisa
Conduzir veículo de grande porte sem para brisa configura risco à segurança viária e pode caracterizar infração grave ou gravíssima, conforme a legislação de trânsito. O para brisa protege o condutor e passageiros de detritos, água e vento; sua ausência compromete a aerodinâmica e impede o adequado funcionamento de sistemas como limpadores e desembaçadores, além de reduzir proteção em caso de colisão.
A presença de tacógrafo inoperante, por sua vez, impede a fiscalização de jornadas e velocidade, ferramentas essenciais para evitar a fadiga do motorista e controlarem tempos de direção que preservam a segurança de passageiros e demais usuários da via.
Impacto nas viagens compradas pela internet
A compra de veículos pela internet exige cuidados adicionais: inspeção prévia, verificação de documentação e avaliação técnica são passos fundamentais antes de movimentar um ônibus por longas distâncias. No caso apurado, a decisão do condutor de seguir viagem por questão de custo do guincho favoreceu a circulação de um onibus sem para brisa, expondo terceiros a riscos evitáveis.
Operações de fiscalização em rodovias
Fiscalizações como a Operação Rodovida têm foco em reduzir acidentes e coibir irregularidades comuns em períodos de alta procura por viagens. A atuação preventiva da PRF inclui checagem de documentação, condições do veículo, uso de equipamentos obrigatórios e análise de condutas que possam comprometer a segurança viária.
No episódio em Paranaíba, a combinação de infrações — veículo danificado, tacógrafo inoperante, pneus desgastados, CNH vencida e exame toxicológico irregular — resultou em multa, apreensão e orientações sobre a necessidade de reparos e regularização antes de nova circulação.
O que muda após a autuação
Após a autuação, o veículo foi retido para regularização e conserto, conforme determinação dos agentes. O condutor, por sua vez, responderá administrativamente pelas infrações constatadas. A ação reforça a mensagem das autoridades sobre a importância de veículos em condições adequadas de segurança, cumprimento das normas e responsabilidade na condução, sobretudo em transporte rodoviário de passageiros ou de grande porte.
A PRF segue com operações ostensivas para garantir a segurança nas estradas, com foco em reduzir riscos nos trechos mais movimentados e em datas festivas, quando o número de deslocamentos costuma aumentar significativamente.










