O repasse de R$ 7 milhões realizado pelo ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de MS, Jaime Verruck, à Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) está gerando polêmica na Assembleia Legislativa de MS (Alems). A articulação ocorreu momentos antes da saída do ex-secretário para concorrer nas eleições.
### Preocupações com o Convênio
O deputado Zeca do PT, vice-líder da bancada petista, comentou sobre a necessidade de uma representação formal sobre o contrato. Ele afirmou: “Estamos discutindo a situação e a bancada do PT vai protocolar uma representação”.
O deputado Pedro Kemp (PT) também se mostrou preocupado e mencionou que fará um requerimento ao governo de MS, solicitando detalhes sobre a aplicação do valor repassado. “O intuito é obter esclarecimentos sobre como o recurso será utilizado e qual seu impacto”, destacou.
Em uma declaração contundente, o pré-candidato ao governo, João Cattan (Novo), sugeriu que o convênio deve ser investigado por meio de uma CPI. Ele frisou que o repasse de R$ 7 milhões levanta questões graves: “Estão lidando com dinheiro público destinado a uma entidade que já enfrenta questionamentos. É essencial que a sociedade conheça as regras, metas e mecanismos de fiscalização envolvidos nesse acordo”.
### Detalhamento do Convênio
Na sexta-feira (10), o convênio foi publicado no Diário Oficial do Estado, com a assinatura de Verruck datada do dia 8. Uma nova publicação, feita na segunda-feira (13), trouxe correções, agora com a assinatura do novo adjunto da Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette.
Embora as formalidades tenham sido reajustadas, funcionários afirmam que todo o processo estava sob a responsabilidade da gestão de Verruck, que atuou na pasta por mais de 11 anos. O convênio, com o valor total de R$ 7,7 milhões (R$ 700 mil de contrapartida da Fiems), objetiva a realização de estudos técnicos e de mercado para identificar novas oportunidades de negócios. A Fiems, presidida por Sérgio Marcolino Longen, terá a prerrogativa de escolher fornecedores e definir a aplicação do recurso.
A reportagem tentou contato com Jaime Verruck, mas não obteve resposta. A Fiems também foi questionada sobre a destinação dos valores, sem retorno até o momento. O governo estadual foi procurado para esclarecer os mecanismos de fiscalização sobre o uso dos recursos, mas também ficou sem resposta.
### Possibilidade de CPI em Andamento
Na sessão do dia 31 de março, a deputada Gleice Jane (PT) solicitou a votação de um requerimento para investigar repasses anteriores à Fiems, que estima-se que receberá mais de R$ 60 milhões em recursos públicos neste ano. Informações coletadas de requerimentos anteriores podem sustentar a abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa. Tanto a bancada do PT quanto Cattan sinalizaram apoio à medida.
Além disso, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) está conduzindo uma investigação sobre contratos da Fiems, que totalizam R$ 1.502.944,07, firmados com empresas que possuem os mesmos sócios. Essa investigação levanta ainda mais questionamentos sobre a transparência e a gestão de recursos públicos.
### Conclusão
Embora a Fiems não seja uma entidade pública, a sua significativa influência na sociedade a torna merecedora de questionamentos rigorosos sobre a utilização do dinheiro público. A exigência de clareza e responsabilidade na aplicação desses recursos é crucial para assegurar a confiança dos cidadãos. Sabe de algo que o público precisa saber? Fale com jornalistas do Jornal Midiamax!










