Mãe de Aysla Reflete Sobre a Morte da Filha: Nem 100 Anos Seriam Suficientes

Mãe de Aysla Reflete Sobre a Morte da Filha: Nem 100 Anos Seriam Suficientes

Mãe de Aysla Carolina de Oliveira Neitzke, jovem morta aos 13 anos, vive momentos de dor e luto intenso. Em um desabafo sincero, Adriana de Oliveira da Silva reconhece que “nem 100 anos seriam suficientes” para curar a perda de sua filha, tragicamente assassinada em 3 de maio de 2024. O crime ocorreu enquanto Aysla estava ao lado de um amigo, Silas Ortiz Grizahay, no Jardim das Hortênsias em Campo Grande.

### Condenação dos Réus

Recentemente, João Vitor de Souza Mendes foi condenado a 44 anos, 5 meses e 10 dias de prisão pela morte de Aysla e Silas, vítimas de um ataque que não lhes visava. Adriana expressou sua decepção ao afirmar que não foi notificada sobre o julgamento e desejava uma chance de confrontar o réu sobre a tragédia.

Adriana, de 39 anos, fez questão de compartilhar suas emoções, revelando que mudar de casa foi a única forma de não ser constantemente lembrada do quarto vazio da filha. “É impossível acordar e não lembrar. Ver o quarto dela me destruía”, comentou a mãe em profundo sofrimento.

“Eu trabalho, mas não vivo. Eu sobrevivo”, disse a mãe, enfatizando que a dor está sempre presente em sua rotina diária. Ela também questionou as decisões do réu: “Queria saber porque ele parou de atirar quando viu aquelas crianças ali. Por quê?”.

### Contexto do Judiciário

No julgamento realizado em 15 de abril de 2026, a Justiça considerou a frieza e o desprezo demonstrados pelos réus em função da abrangente criminalidade. Outros três réus, parte do mesmo contexto, já haviam sido condenados em novembro de 2025. A comunidade local e as vítimas anseiam por justiça, enquanto o luto de mães e famílias continua a pesá-las.

A mãe de Aysla reafirma sua luta e esperança de que um dia a verdade sobre este crime seja totalmente revelada.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Campo Grande News