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Após conversa com Bolsonaro, líder do governo desiste de ser candidato no Senado

Após conversa com o presidente Jair Bolsonaro na sexta-feira (8), o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), avisou a colegas de partido que desistiu de ser candidato à presidência da Casa.

Bezerra comunicou a desistência durante conversas no fim de semana com outros emedebistas que almejam o posto, entre eles, a senadora Simone Tebet (MS), com quem conversou por telefone.

Aos colegas, o líder alegou que não teria como participar da disputa, pois Bolsonaro deixou claro na sexta-feira que apoiará o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nome articulado por Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Emedebistas também esperam para as próximas horas, pelo mesmo motivo de Bezerra, a desistência da candidatura do líder do governo no Congresso Nacional, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

Com as desistências, a disputa interna no MDB se afunila entre Simone e Eduardo Braga (AM), atual líder da sigla na Casa. Ambos têm perfil mais independente em relação ao Palácio do Planalto.

A decisão deve sair em reunião prevista para esta quinta-feira (14). Nesta terça-feira (12), está prevista a filiação de dois senadores ao MDB: Rose de Freitas (ES) e Veneziano Vital do Rêgo (PB).

Centrão com Pacheco

O candidato de Alcolumbre, por sua vez, espera receber nesta semana apoio de novos partidos do Centrão: o Progressistas e o PL. Até agora, ele já conta com apoio oficial do PSD, Republicanos e PROS.

Se confirmados os novos apoios, o Centrão deve marchar unido no Senado em torno de Pacheco, diferente da Câmara, onde o grupo se dividiu entre as candidaturas de Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP).