/Cesta básica em Dourados custa mais que em 8 capitais: 40% do salário mínimo

Cesta básica em Dourados custa mais que em 8 capitais: 40% do salário mínimo

Desta vez, a cesta douradense foi superior aos preços praticados em oito capitais estaduais brasileiras das 18 que o Dieese verifica: Belém,Goiânia, São Luís, Aracajú, João Pessoa, Recife,Natal e Salvador.

O valor da cesta básica do mês de novembro apresentou uma pequena elevação de 1,22%, em relação ao mês anterior, na cidade de Dourados. O dado é da pesquisa realizada entre fim de novembro e início de dezembro, pelos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) sob orientação do professor doutor Enrique Duarte Romero. Conforme levantamento anterior, no mês anterior, a cesta apresentou forte elevação.

Segundo informações repassadas ao DouradosAgora, a Cesta Básica (açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão-francês e tomate).de outubro custava R$ 380,06 o que significa 39,84% do salário mínimo (R$ 954,00); no mês seguinte, R$ 384,68 ou 40,32% do mínimo vigente.

Em nível nacional, no mês de novembro, São Paulo registrou o maior preço da cesta básica (R$ 471,37). Porto Alegre foi a segunda capital mais cara com R$ 463,09 e no Rio de Janeiro (R$ 460,24).

Os menores preços médios de novembro foram verificados em Recife (PE) com R$ 333,50. Natal (RN) foi a capital com o segundo menor preço da cesta básica (R$ 332,21) e, com o menor preço do país no mesmo mês foi registrada na capital baiana, Salvador, com R$ 330,17.

Os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país. No mês de novembro, os preços da cesta básica aumentaram em 16 capitais estaduais do país das 18 realizadas, pela segunda vez seguida.

Se comparado com a capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, o preço da cesta de novembro foi de R$ 420,80, portanto, maior que a de Dourados.

Desta vez, a cesta douradense foi superior aos preços praticados em oito capitais estaduais brasileiras das 18 que o Dieese verifica: Belém,Goiânia, São Luís, Aracajú, João Pessoa, Recife,Natal e Salvador.

A partir da Constituição Federal de 1988 o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais, com isso, no mês de outubro, um trabalhador douradense para pagar a cesta básica tinha de trabalhar 87 horas e 38 minutos. Já no mês de novembro, este mesmo trabalhador precisou de um tempo um pouco superior para comprar alimentos que foi de 90 horas e 2 minutos, isto representou uma perda do poder de compra do salário. Essa perda ocorreu devido ao aumento dos preços da Cesta Básica em Dourados no mês de Novembro.

****Dourados***

Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, em Dourados, seis apresentaram um aumento de preços no mês de Novembro, repetindo o que aconteceu nos meses de setembro e outubro enquanto à quantidade de produtos se refere. O produto que teve a maior elevação do mês foi a batata com 27,35%, pela segunda vez consecutiva. Os outros produtos que aumentaram de preços foram: a banana com 18,61%.

O feijão com uma elevação de 10,91%, açúcar 6,61%; carne com 0,97% pelo segundo mês seguido e, com uma leve elevação, óleo de soja com 0,94% dos seus preços no mês de Novembro.

Os produtos que diminuíram de preços no mês de novembro, foram: o leite com 14,18%; o arroz com 5,82%; o tomate com 4,75% de queda após uma elevação muito forte no mês de outubro, apesar desta queda em novembro este produto ainda está com o preço muito elevado.

Outros produtos constatados que tiveram queda de preços foram o pão-francês com 1,25, assim como o café em pó com 1,02% e o que produto que teve uma queda leve no mês de Novembro foiamanteiga com 0,27%. A farinha de trigo fechou sem nenhuma variação no mês de novembro se compararmos com o mês de outubro.

Com o aumento dos preços dos produtos da cesta básica no mês de novembro, vale a pena a pesquisa nos diversos supermercados. A diferença de preços entre o supermercado que praticou o preço mais elevado (R$ 406,31) e o menor (R$ 345,69) com os mesmos produtos representa uma diferença de R$ 60,66, ou seja, 17,55%. Vale, ainda conferir as pesquisas realizadas pelo Procon.

Conforme o Dieese, e levando em consideração a determinação da Constituição Nacional que estabelece o valor do salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Dessa maneira, em outubro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.783,39, isso significa 3,97 vezes mais do que o mínimo vigente que é de R$ 954,00. Em Novembro/2018, o salário mínimo necessário estava em R$ 3.731,39, ou seja, 3,91 vezes do salário praticado naquele mês. Assim, no mês de novembro/2018, o trabalhador brasileiro teve um pequeno ganho se comparado com o mês de outubro/2018. Diferentemente do trabalhador douradense que registrou uma perda do poder de compra do seu salário no mesmo período.