IBGE mantém MS como 4º produtor de bovinos e lã; 7º em criação de suínos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou ontem, por intermédio da Supervisão de Disseminação de Informações (SDI) de Mato Grosso do Sul, a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), com dados finalizados em dezembro do ano passado e colhidos mediante consultas públicas e privadas, produtores, técnicos e órgãos ligados direta ou indiretamente à produção, comercialização, industrialização, fiscalização, fomento e assistência técnica à agropecuária, referente a 2017.

O Estado continua, de acordo com a pesquisa, como o 4º maior produtor de bovinos do País, com 21.474.693 cabeças de gado e que tem os municípios de Corumbá, com 1,8 milhão de cabeças e Ribas do Rio Pardo, com 1,1 milhão de cabeças, como os maiores produtores sul-mato-grossenses. Na sequencia, no Estado, Aquidauana vem com 800,8 mil cabeças; Porto Murtinho com 691 mil cabeças e Três Lagoas com 629,3 mil cabeças.

No cenário nacional, em primeiro está Mato Grosso, com 29,7 milhões de cabeças; Goiás, com 22,8 milhões e Minas Gerais, com 21,9 milhões de cabeças. O Pará vem em quinto lugar, com 20,6 milhões de cabeças. A pesquisa também apontou a região Centro-Oeste como maior produtora de bovinos do País, com 74,1 milhões de cabeças, o que corresponde a 34,5% do total nacional, que era de 214,9 milhões de cabeças em dezembro do ano passado.

LEITE

A PPM também apurou os números de produção de leite, que teve 230.180 vacas ordenhadas no ano passado, produzindo 345,5 milhões de litros de leite, que representa 2.4% a mais do que o ano anterior. O município de MS com maior número de vacas ordenhadas foi Paranaíba, com 13.750 cabeças, o que representa um aumento de 48,5% nesse efetivo do município e Itaquiraí manteve a posição de maior produtor de leite no Estado, com 26 milhões de litros, a mesma quantidade de 2016. A produção brasileira de leite em 2017 foi de cerca de 33,5 bilhões de litros, com retração de 0,49% em relação a 2016. Mesmo com queda de 0,65%, Minas Gerais continuou sendo o maior produtor, com 8,9 bilhões de litros ou 26,6% da produção nacional.

SUÍNOS

A pesquisa aponta o MS como o 7º de maior rebanho, com 1,4 milhão de cabeças de suínos e crescimento de 13,1% em relação a 2016. No estado, os municípios Glória de Dourados com 236.765 cabeças e São Gabriel do Oeste com 232.500 cabeças tiveram os maiores efetivos em 2017, seguindo-se Brasilândia com 145.000; Itaporã com 142.280 e Jateí com97.023. No Brasil, o efetivo de suínos foi de 41,1 milhões em 2017, alta de 3,0% em relação a 2016. Santa Catarina e Paraná lideraram o ranking nacional com, respectivamente, 19,7% e 16,8% do total brasileiro, seguidos por Rio Grande do Sul com 14,6% e Minas Gerais com 12,7%.

GALINÁCEOS E OVOS

O efetivo de galináceos no estado foi de 25,7 milhões de cabeças em 2017, aumento de 4,2% em relação a 2016, sendo o 12º maior efetivo do País. Os municípios de MS com maior concentração desse efetivo são Sidrolândia, com 8,2 milhões de cabeças e Caarapó, com 2,7 milhões, ambos representando 42,4% do efetivo do estado, seguindo-se Itaquiraí com 2,2 milhões; Dourados com 1,9 milhão e Aparecida do Taboado com 1,45 milhão de cabeças.

Já o efetivo de galinhas no estado foi de 3,3 milhões de cabeças, uma queda de 0,5% em relação ao ano anterior, com Mato Grosso do Sul ocupando o 13º lugar com relação a esse efetivo.

A produção de ovos de galinha em MS foi de 47 milhões de dúzias (14º no ranking nacional), representando um aumento de 3,1% em relação a 2016. O município de Terenos é o maior produtor de ovos no estado, com 22,7 milhões de dúzias, representando quase a metade (48,3%) da produção de MS.

MEL

Em relação ao mel de abelhas, a produção teve alta em 2017, resultando em 1,16 mil toneladas, o que representa uma alta de 38,6% em relação a 2016. O estado tem a 10ª maior produção do País e o valor da produção foi de R$ 13,9 milhões, 55,2% a mais do que o ano anterior. O município de MS com maior produção foi Três Lagoas, com 160 toneladas, responsável por 13,8% da produção do estado, seguindo-se Brasilândia com 120 toneladas; Chapadão do Sul com 85t; Terenos e Jardim com 50t cada e Guia Lopes da Laguna coom 48,5 toneladas.

PEIXES]

A produção total da piscicultura em Mato Grosso do Sul foi de 18 mil toneladas, 2,6 vezes mais do que a produção no ano anterior. A tilápia seguiu como a espécie mais criada, representando no estado 87,40% da produção total da piscicultura, com 15,8 mil toneladas, a 6º maior produção do País e que teve Aparecida do Taboado na liderança com 11 mil toneladas. A produção de pacu e patinga em Mato Grosso do Sul também aumentou: foram produzidos 957.990 quilos, 53,9% a mais em relação ao ano anterior.Outras espécies, como pintado, cachara, surubim e outros chegaram a 7,3%.

OUTROS

A produção de lã foi registrada nos 79 municípios de MS e Corumbá teve a maior produção, com 5 toneladas. O efetivo de ovinos foi de 344.413 cabeças em 2017, queda de 31,6% em relação ao ano anterior.

A produção dos casulos do bicho-da-seda em MS foi de 147.573 quilos, representando um aumento de 3,4% em relação a 2016. No País, apenas os Estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul tem este tipo de produção. O município de Itaquiraí produziu cerca de 100.530 kg, o equivalente a 68,1% da produção no Estado.

O efetivo de equinos no Estado foi de 278.482 cabeças e Corumbá possui efetivo com 28 mil cabeças e manteve-se como líder no ranking nacional de efetivo de eqüinos, seguindo-se Sant´Ana do Livramento (RS), com 26,9 mil cabeças; Uruguaiana (RS), com 25,6 mil cabeças; Alegrete (RS), com 22,9 mil cabeças e Rio Branco (AC), com 19,8 mil cabeças.

VARIAÇÕES

Segundo o SDI/MS, em relação a animais de grande porte, o Estado registrou uma variação negativa de 1,50% na produção de bovinos; de -4,60% na de bubalinos com 12,6 mil cabeças; de -21,50% na de eqüinos, com 278,4 mil cabeças; em médio porte, um aumento de 13,1% na produção suínos, de 1,2 milhão para 1,4 milhão de cabeças; menos 18,8% em caprinos, com 29,8 mil cabeças e e menos 31,64% em ovinos, de 503,8 mil para 344,4 mil cabeças e, de pequenos porte, uma variação de 4,2% de galináceos, com 25,8 milhões de cabeças.