/Mato Grosso do Sul registra segunda maior taxa de nascimentos do País

Mato Grosso do Sul registra segunda maior taxa de nascimentos do País

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem (31) as Estatísticas do Registro Civil relativas ao ano de 2017, cujos resultados referem-se aos registros de nascidos vivos, casamentos, óbitos e óbitos fetais, informados pelos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, e de divórcios, declarados pelas varas de família, foros ou varas cíveis e os tabelionatos de Notas, que, por força da legislação brasileira, passaram a realizar escrituras de divórcios consensuais que não envolvessem filhos menores ou incapazes.

Segundo a pesquisa, Mato Grosso do Sul registrou no ano passado o segundo maior crescimento do número de nascimentos, de 6,3%, atrás apenas de Tocantins, que registrou índice 9%, com média nacional de 2,6%. Tanto em MS, como em Campo Grande, o número nascidos vivos do sexo masculino foi maior que o número de nascidos do sexo feminino. Foram 48.036 nascidos vivos, dos quais 24.702 do sexo masculino e 23.330 do sexo feminino. Do total, nasceram na Capital 8.036 homens e 7.437 mulheres.

Com relação à idade da mãe na data do parto, mais de 50% dos nascimentos registrados em 2017 concentravam-se na faixa etária de 20 a 29 anos de idade. No entanto, se comparados aos números registrados em 2016, o aumento do número de nascimentos registrados ano passado, segundo a idade da mãe na data do parto, foi mais expressivo nos grupos etários de 30 a 39 anos de idade e de 50 anos ou mais de idade. Destaque também para o crescimento do número de nascimentos registrados com mães jovens – menos de 15 anos de idade – que teve aumento de 14,3%.

CASAMENTOS

Em MS, o número de casamentos registrados diminuiu 4,6% em 2017 e os registrados entre cônjuges do mesmo sexo aumentou 10,4% com relação aos dados de 2016. MS tem a 5ª maior taxa de nupcialidade legal, que registra uma dimensão do número de registros de casamentos em relação à população em idade de casar, ou seja, de 15 anos ou mais de idade, permitindo a comparação entre os estados.

No Brasil, para cada 1.000 habitantes em idade de casar, em média, 6,6 pessoas se uniram por meio do casamento legal em 2017. Já em MS, para cada 1.000 habitantes em idade de casar, 7,96 uniram-se por meio do casamento legal em 2017.

Os números exatos registrados pela pesquisa foram de 16.650 casamentos, dos quais 16.533 entre cônjuges masculino e feminino; 44 casamentos ente cônjuges masculinos e 73 entre cônjuges femininos.

DIVÓRCIO

Mato Grosso do Sul apresentou a maior taxa de divórcio do Brasil em 2017, obtida pela divisão do número total pelo número de habitantes, multiplicando-se o resultado por 1.000, que registrou 3,58. Nesta pesquisa, foram considerados os divórcios das pessoas de 20 anos ou mais de idade, concedidos em 1ª instância ou realizados por escrituras extrajudiciais, exclusive a população de menos de 20 anos de idade e sem declaração de idade. O Estado é seguido, na taxa de divórcios, por Rondônia, com 3,39; Roraima, com 3,30; São Paulo, com 3,27 e Distrito Federal, com 3,17. A menor taxa do País é do Piauí,com 1,01.

No Estado, os divórcios no ano passado chegaram a 6.808 casos e, em Campo Grande, de 3.496. O tempo médio do casamento caiu de 18 anos em 2007, para 11,6 mil no ano passado, correspondente a 44,17% de divórcios em famílias somente com filhos menores de idade; 34,41% em famílias sem filhos; 14,30% em famílias somente com filhos maiores de idade e 7,11% com filhos maiores e menores de idade.

ÓBITOS

Já com relação aos óbitos, o Estado registrou 15.610 mortes no ano passado, sendo 14.246 mortes naturais e 1.358 mortes violentas. Em Campo Grande, esses números chegaram o total de 6.402 mortes, das quais 6.010 de causas naturais e 392 consideradas violentas – por acidentes de trânsito, quedas, afogamentos, suicídios, homicídios, ou ignorada.

Entre as mortes violentas do sexo masculino, no ano passado, a faixa etária com maior registro de ocorrências foi com idades entre 25 a 29 anos, com cerca de 150 óbitos; 15 e 24 anos, com 110 óbitos e 98 entre 30 e 39 anos. As mulheres vítimas de mortes violentas foram de 34.