Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, tem enfrentado sérios desafios legais. Nesta terça-feira, **ele foi alvo da 8ª fase da Operação Compliance Zero**, realizada pela Polícia Federal (PF). Este desdobramento investiga crimes financeiros e **aportes de R$ 3 bilhões** de recursos públicos do estado para o Banco Master, administrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Os agentes cumpriram um total de **10 mandados de busca e apreensão** no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, todos autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações estão focadas no **Rioprevidência**, o fundo que administra os benefícios de **235 mil aposentados e pensionistas** do estado.
Os mandados incluíram uma operação na residência de Cláudio Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde foram apreendidos **dois celulares** após três horas de buscas. O advogado Carlo Luchione, que defende Castro, relatou que o ex-governador observou a operação “com serenidade”.
Este foi o segundo contato da PF com Castro em menos de 15 dias. Anteriormente, no dia **15 de maio**, a PF havia realizado buscas em sua residência durante a Operação Sem Refino em uma investigação separada envolvendo supostas fraudes fiscais na antiga Refinaria de Manguinhos.
### O Que Mais Está em Jogo?
A Operação Compliance Zero é um desdobramento de uma investigação anterior, **a Operação Barco de Papel**, que em janeiro já havia apontado irregularidades nos **aportes de R$ 970 milhões** do Rioprevidência para o Banco Master, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Desde essa fase inicial, **Deivis Marcon Antunes**, que era presidente do fundo, foi preso e outras aplicações no valor de **R$ 2,01 bilhões** foram descobertas.
As autoridades também estão acompanhando novas denúncias envolvendo a gestão fraudulenta e a lavagem de dinheiro na instituição financeira que foi liquidada. Várias instâncias, incluindo uma proposta para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), buscam esclarecer o uso dos **R$ 3 bilhões** investidos pelo Rioprevidência no Banco Master, após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Inclusões de valores com alertas do TCE indicam que **R$ 1,6 bilhão** seriam discutíveis, sendo que a PF afirma ter encontrado **R$ 2,01 bilhões** adicionais.
O tema está gerando grande repercussão nas rodas políticas e entre a população, uma vez que levanta questões sobre a gestão financeira e a transparência no uso de recursos públicos.










