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‘Matou sem dó um amigo que tirou a fome dele’, lamenta família

Acontece nesta terça-feira (15), o julgamento de Alex Gonçalves de Oliveira e Jorge Augusto Nogueira de Oliveira acusados do assassinato do funileiro Admilson Estácio encontrado enterrado em uma área perto de um córrego, na cidade de Rochedo que fica a 81 quilômetros de Campo Grande. Ele estava desaparecido desde o dia 1º de abril de 2020, quando havia saído para ir ao banco trocar a senha do cartão.

Familiares de Admilson fizeram um protesto em frente ao Tribunal de Justiça, nesta manhã de terça (15) antes do início do julgamento pedindo por Justiça para o funileiro. A sobrinha da vítima, Larissa Estácio de 25 aos, disse ao Jornal Midiamax que eles não esperam outra coisa a não ser pena máxima para o crime.

Ainda de acordo com a advogada, o tio era uma pessoa muito alegre, bondosa e trabalhador e que teria perdoado Jorge pelo furto, já que tinha muita consideração por ele. Larissa ainda revelou que tanto Alex como Jorge ajudaram nas buscas por Admilson.

Ela ainda contou que Jorge chegou a dar entrevistas e abraçar a mãe de Admilson no mesmo local em que matou o funileiro. Os dois acusados pelo assassinato chegaram a extorquir a família do funileiro, que sempre ajudou Jorge e a família dele, “Matou sem dó, um amigo que matou a fome dele”, disse a advogada. Admilson deixou três filhos de 19 anos, 17 e 7 anos, sendo que a criança é traumatizada pelo assassinato que tirou a vida de seu pai.

A morte e descoberta de furto

Admilson Estácio, 44 anos, foi morto com um golpe de barra de ferro em Campo Grande, após descobrir o furto de R$ 1,6 mil. O funileiro havia conhecido os dois acusados após se aproximar da família da ex-namorada. Essa aproximação foi feita como uma estratégia de Admilson, que não estava conformado com o término. A vítima chegava a ir na casa da tia da ex-namorada, onde se lamentava e se abria emocionalmente com a mulher.

Conforme apurou a investigação policial, durante essas visitas, Admilson conheceu o filho dessa tia, um homem de 33 anos de idade. Depois de algum tempo, o funileiro passou a chamá-lo de primo e o convidou para trabalhar com ele. O ‘primo’ então passou a trabalhar com Admilson na funilaria.

Admilson descobriu o furto e no dia do assassinato teria dito que iria na delegacia fazer um boletim de ocorrência contra os dois, depois afirmou que iria até o banco trocar a senha do cartão. Ainda na funilaria, após dizer que denunciaria a dupla pelo furto, um dos acusados desferiu um golpe de barra de ferro na cabeça de Admilson. A vítima caiu no chão e ficou agonizando, até que a dupla o sufocou até a morte.

Os dois acusados esperaram anoitecer e levaram a moto de Admilson para Rochedo. O corpo foi colocado em um carro que eles pegaram emprestado. Ao chegarem próximo de um córrego em Rochedo, enterraram o corpo e jogaram a moto de Admilson no córrego.