O salário mínimo 2026 foi reajustado para R$ 1.621 e passa a vigorar a partir de hoje. O aumento representa 6,79%, ou R$ 103 em relação ao valor anterior, de R$ 1.518, e foi definido com base no INPC divulgado pelo IBGE.
Como foi calculado o reajuste do salário mínimo 2026
A correção do salário considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador oficial utilizado para atualizar o piso nacional. O INPC registrou 0,03% em novembro e acumulou 4,18% nos últimos 12 meses, fundamentos que nortearam o ajuste aplicado. Pela regra de cálculo, o piso anual resultou em R$ 1.620,99, valor que, conforme a legislação, foi arredondado para R$ 1.621.
O papel do INPC na correção
O INPC mede a variação de preços para famílias com menor poder aquisitivo e é o parâmetro adotado para proteger o poder de compra dos trabalhadores que recebem o menor salário. Quando o indicador registra aumento, o reajuste busca recompor parte da perda de renda provocada pela inflação acumulada ao longo do ano.
Impacto econômico estimado do novo salário mínimo 2026
Segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o novo salário mínimo deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia. Esse efeito considera aumento da renda disponível, elevação do consumo e reflexos na arrecadação tributária. Ainda que o cenário fiscal seja mais restrito, a elevação do piso costuma estimular demanda em setores com forte presença de consumo popular.
Setores e serviços mais afetados
O aumento tende a impactar diretamente segmentos como comércio varejista, serviços e alimentação, onde parcelas maiores da força de trabalho recebem remunerações próximas ao piso. Além disso, o reajuste pode influenciar o ritmo de contratações e a composição de custos em empresas de menor porte.
O que muda no bolso de quem recebe salário mínimo
Para quem recebe o piso, o reajuste representa acréscimo direto de R$ 103 mensais. Esse aumento afeta não só salários, mas também benefícios que têm o salário mínimo como referência — como alguns benefícios previdenciários e programas sociais que adotam o piso para cálculo de pagamentos ou elegibilidade. A recomposição parcial do poder de compra deve trazer alívio para famílias com menor renda, embora a extensão do impacto dependa da inflação futura e do preço de itens essenciais.
Arredondamento e formalidades legais
O valor final de R$ 1.621 resulta do arredondamento do cálculo oficial (R$ 1.620,99). Esse procedimento é previsto em norma que orienta a fixação do piso e visa simplificar a remuneração prática adotada no mercado de trabalho e nos pagamentos oficiais.
Perspectivas e pontos de atenção
Especialistas ressaltam que o reajuste do salário mínimo é apenas um dos fatores que influenciam o poder de compra real. Para manter ganhos reais, o aumento precisa superar a inflação futura. Além disso, em um contexto de ajustes fiscais mais rigorosos, o efeito multiplicador do reajuste sobre despesas públicas e encargos precisa ser acompanhado por autoridades e agentes econômicos.
O que acompanhar nos próximos meses
Entre as variáveis a serem observadas estão a inflação medida por outros índices, reajustes em categorias profissionais que usam o piso como referência, e os resultados do consumo no varejo. Também é importante monitorar decisões governamentais relacionadas a benefícios sociais que adotam o salário mínimo como parâmetro de cálculo.
Conclusão
O salário mínimo 2026 em R$ 1.621 entra em vigor hoje com aumento de 6,79% e deverá movimentar a economia ao elevar a renda de trabalhadores que recebem o piso. O impacto real dependerá do comportamento dos preços e de medidas econômicas tomadas ao longo do ano. A adoção do INPC como base de cálculo e o arredondamento previsto em lei garantiram o novo piso oficial, que agora passa a valer como referência para salários e benefícios atrelados ao mínimo.










