Relatos de amigas da fisioterapeuta Fabiola Marcotti e do médico cardiologista João Jazbik Neto reforçam as suspeitas sobre a morte da mulher. Fabiola foi encontrada morta em casa em 18 de maio, com um tiro na região da cabeça, no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande. O caso, inicialmente registrado como suicídio, permanece sob investigação pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
### Suspeita de Homicídio
A versão apresentada por João Jazbik, de que Fabiola tirou a própria vida, contradiz as evidências encontradas. Ele e outras duas pessoas foram presos por fraude processual após tentarem esconder armas na residência antes da chegada da polícia. Essa ação levantou sérias questões sobre a natureza do incidente, levando amigos e familiares a acreditar que a morte de Fabiola pode ter sido um feminicídio.
### Relacionamento Abusivo
De acordo com fontes próximas, o médico era extremamente possessivo. Fabiola conheceu João entre 2010 e 2012 e, com o tempo, seu comportamento mudou drasticamente. Ela parou de trabalhar fora e passou a atender pacientes em casa, com seu marido controlando suas atividades cotidianas, como idas a salões de beleza. “Ele não a deixava ir a um salão de beleza fazer depilação; ele mesmo fazia”, contaram amigas. Essa dinâmica revelava um controle excessivo, uma marca comum em relacionamentos abusivos.
### Comportamento Agressivo
Pessoas próximas a Fabiola relataram que ele se mostrava agressivo em várias situações. Em uma ocasião, durante um churrasco, ele supostamente deu um tapa na perna dela e se retirou, exibindo um comportamento controlador e intimidativo. Além disso, ele não permitia que ela conversasse com os funcionários da residência, criando um ambiente opressivo.
### Sinais de Alerta
Após a tragédia, testemunhas lembram de Fabiola como uma mulher feliz, sem sinais de depressão. “Ela vivia em um inferno controlado por ele”, afirmaram amigos, que revelaram que a fisioterapeuta havia comentado sobre a possibilidade de separação meses antes de sua morte, mas já havia recuado após uma viagem ao campo com ele.
### Investigação Aprofundada
Após a morte de Fabiola, vizinhos relataram que o casal era reservado. O médico, ao ser questionado sobre a fatalidade, apresentou uma narrativa que gerou mais desconfiança entre os investigadores. Testemunhos afirmam que a dinâmica de controle observada no relacionamento do casal é um indicador claro de abuso. O delegado Leandro Santiago confirmou a prisão de três envolvidos, incluindo João, enquanto a Deam segue coletando evidências e depoimentos para determinar a verdadeira natureza do ocorrido.
### Conclusão
Os desdobramentos deste caso levanta questões sobre violência de gênero e o que muitas mulheres enfrentam em relacionamentos abusivos. A pressão social para manter um relacionamento, enfatizada por ciúmes e controle excessivo, pode ter consequências trágicas. As investigações continuam, e o clamor por justiça para Fabiola cresce entre aqueles que a conheceram e amaram.










