Tortura de Animais: Tutor de Cadela Acusado é Solto

Tortura de Animais: Tutor de Cadela Acusado é Solto

Um tutor de 59 anos foi solto após ser preso por suspeitas de tortura de animais, especificamente por ter maltratado e causado a morte de sua cadela na Vila Piratininga, em Campo Grande. O homem, que já havia sido denunciado na última terça-feira (19), agora enfrenta uma proibição de manter ou adquirir novos animais.

### Denúncias e Comportamento Repetitivo

As denúncias vieram de vizinhos que observaram o estado da cadela, que foi encontrada em condições alarmantes no pátio da residência. Testemunhas afirmam que o suspeito tinha o “hábito” de maltratar seus cães, chegando até mesmo a matar alguns deles e logo em seguida adotar novos animais. Essa prática, segundo relatos, era reiterada ao longo do tempo.

Um familiar do homem compareceu à delegacia, alegando que ele sofre de transtornos mentais, o que levou a equipe a orientá-lo a permanecer em silêncio durante o depoimento.

### Medidas Cautelares e Liberdade Provisória

Na audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, o homem obteve liberdade provisória, mas com severas medidas cautelares. Entre elas, destaca-se o recolhimento noturno à sua residência e a proibição total de manter, adquirir ou possuir qualquer tipo de animal enquanto essas medidas estiverem em vigor.

### O Que Dizem as Testemunhas

Uma testemunha, preocupada com o bem-estar dos animais, descreveu a condição da cadela: “Ela estava bem machucada, judiada. Quando saí para ir à padaria, eu a vi na parte da frente da casa”. Adicionalmente, houve relatos de que, na madrugada anterior à prisão, os latidos e choros dos cães não foram ouvidos, levantando suspeitas sobre o ambiente de maus-tratos.

### Desfecho da Situação

O suspeito ainda possui outro cachorro e alegou que este foi responsável pela morte da cadela, porém, a cadela falecida foi retirada do local. O outro cão permanece sob os cuidados do tutor, o que gera preocupações sobre a segurança e bem-estar do animal.

“O outro cachorro ficou lá. A Polícia não tem como tirar o cachorro sem ordem judicial”, afirmou o delegado responsável pelo caso, enfatizando as limitações legais na remoção de animais em situações como essa.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Midiamax