A menina de 9 anos que presenciou o homicídio de sua mãe, Vera Lúcia da Silva, por parte do pai, Valdecir Caetano, está sob a guarda temporária da irmã de 19 anos. O trágico evento ocorreu no dia 12 de abril de 2026, em Eldorado, distante 427 quilômetros de Campo Grande.
Vera Lúcia, de 41 anos, estava separada de Valdecir há aproximadamente oito meses e tinha medidas protetivas em vigor, mas, infelizmente, isso não impediu a tragédia. No momento em que o ato violento aconteceu, a criança tentou intervir, pedindo ao pai que não fizesse isso. Porém, em uma declaração perturbadora, Valdecir respondeu: “Agora ninguém vai sofrer mais”.
### Contexto do Casamento
Vera e Valdecir estiveram juntos por cerca de 13 anos, durante os quais ocorreram diversos episódios de violência doméstica. A relação conturbada resultou em pelo menos três denúncias contra Valdecir, que culminaram na necessidade de medidas protetivas de urgência, conforme informado pelo delegado que conduz o caso.
“Estava claro que a violência estava escalando, conforme demonstrado pelos registros de ocorrências anteriores,” destacou o delegado, sublinhando a importância das medidas de proteção que, lamentavelmente, falharam em evitar o desfecho trágico.
### Acolhimento da Menina
A menina ficará em condições temporárias sob a responsabilidade da irmã mais velha, garantindo a continuidade do suporte emocional, especialmente após testemunhar uma cena tão devastadora. A intervenção das autoridades e estruturas de apoio à vítima será crucial para o bem-estar da criança nas próximas semanas e meses.
### Como Buscar Ajuda
Caso alguém se encontre em uma situação semelhante ou conheça alguém que precise de assistência, é essencial recorrer aos serviços disponíveis. No município de Campo Grande, a **Casa da Mulher Brasileira** é um local que oferece apoio 24 horas, incluindo atendimento social, psicológico e proteção.
Os números de contato com as autoridades incluem o 180, que garante anonimato, e o 190, para emergências. É fundamental que as vítimas de violência tenham acesso à rede de apoio, e a sociedade deve se unir na luta contra essa triste realidade.










